domingo, 30 de maio de 2010

"Progresso civilizacional"?

Não é por acaso que situações dissemelhantes recebem nomes diferentes. Nesta ordem de ideias, quando dizemos de alguém que vive com outrem, porque não se encontra efectivamente casado(a) com esse outrem, significa que reconhecemos que "viver com" não é equivalente a "estar casado com". Ambas as expressões não são intersubstituíveis, precisamente porque remetem para realidades distintas, incorporando cada uma um valor simbólico também díspar.

Não se compreende o afã da aproximação excessiva, do ponto de vista jurídico, de opções diferentes de relacionamento amoroso (casamento e união de facto). Afã esse que culminou, na passada sexta-feira, na aprovação no Parlamento das alterações ao regime das uniões de facto, que contemplam o reforço das medidas de protecção aos unidos de facto.

Quem opta por viver em união de facto abdica de assumir um conjunto de obrigações e de direitos que o casamento implica. Porquê então a necessidade de se imporem direitos que, afinal, os próprios unidos de facto, pela opção que tomam, prescindem de adquirir? "Progresso civilizacional" é indiferenciar a todo o custo regimes distintos de vivência afectiva, esvaziando os seus pressupostos básicos e as suas especificidades?

É caso para perguntar qual será o próximo "progresso civilizacional" em vista: a poligamia? A poliandria?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica"

Vale a pena ouvir na íntegra o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, a propósito da promulgação da lei do casamento dos homossexuais pelo Presidente da República:

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=106005.

O cúmulo do ridículo

Quando oiço o PS criticar alguma medida de combate ao défice - independentemente de eu pessoalmente concordar ou não com ela - dizendo que não é uma política prioritária face ao actual estado do País acho que já não há vergonha nem decência em Portugal.

Ou não será o cúmulo do ridículo recordar que a grande medida do partido que sustenta o Governo foi o casamento entre homossexuais?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Visita Papal


O Papa Bento XVI terminou hoje, no Porto, a sua Viagem Apostólica a Portugal, sob a fé e o júbilo de milhares de pessoas. Foram quatro dias de sentido acolhimento e de comunhão fraterna com o Santo Padre, vividos em renovada fé e esperança.

No seu discurso de despedida no aeroporto Sá Carneiro, o Santo Padre afirmou que "foi uma alegria para mim ser testemunha da fé e devoção da comunidade eclesial portuguesa. Pude verificar a energia entusiasta das crianças e dos jovens, a adesão fiel dos presbíteros, diáconos e religiosos, a dedicação pastoral dos bispos, a procura livre da verdade e da beleza patente no mundo da cultura, a criatividade dos agentes de pastoral social, a vibração da fé dos fiéis nas dioceses que visitei. O meu desejo é que a minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico." (http://www.bentoxviportugal.pt/ficheiros/file/Bentoxvi_despedida_portugues_%20pdf.pdf).

Portugal agradece com profunda afeição ao Santo Padre a sua visita e a sua mensagem de fé, amor e esperança.

Que o Papa possa voltar a Portugal em 2017!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Papa aos Jovens: "Continuo a contar convosco"

Palavras de Fé, Esperança e Amor

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Praça Terreiro do Paço de Lisboa
Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Queridos Irmãos e Irmãs,
Jovens amigos!
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.
Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.
Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bem-Vindo, Santo Padre




Associo-me com muito agrado à campanha de boas-vindas ao Santo Padre!

A vinda do Papa a Portugal é uma benção e deve ser vivida com Fé, Alegria e Amor!

Saudemos o Santo Padre com estandartes, colchas ou bandeiras nas janelas e varandas.

Portugal está com o Papa com toda a dedicação e Fé!

CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES!!!!!!!!!!!!!!!



sexta-feira, 7 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Convite

Queridos Amigos,

Amanhã (Sexta-feira) haverá em Bragança a Conferência "A República e o 25 de Abril" que se integra nas comemorações do centenário da 1ª República organizadas pela Assembleia Municipal de Bragança. A moderadora será a minha Mãe, Dra. Tábita Ferreira Mendes e os conferencistas o Coronel Vasco Lourenço e o Arquitecto Luís Manuel Mateus. Será às 21:30h no auditório Paulo Quintela.

Aqui fica o convite para todos quantos puderem e quiserem participar!

Porque nós temos fé!

Viagem Apostólica de Sua Santidade Bento XVI a Portugal
no 10º aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, Pastorinhos de Fátima (11‑14 de Maio de 2010)



PROGRAMA

11 de Maio, terça-feira

ROMA

08.50 – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa

LISBOA

11.00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre

12.45 – Cerimónia de boas‑vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos

13.30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém

18.15 – Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada


12 de Maio, quarta-feira

07.30 – Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica

10.00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre

12.00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica

15.45 – Despedida da Nunciatura Apostólica

16.40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima

FÁTIMA

17.10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima

17.30 – Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre

18.00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre

21.30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário

13 de Maio, quinta-feira

10.00 – Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre

13.00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo

17.00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade.
Discurso do Santo Padre

18.45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Discurso do Santo Padre

14 de Maio, sexta-feira

08.00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo

08.40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto

GAIA
09.30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar

PORTO
10.15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados
Homilia do Santo Padre

13.30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto.
Discurso do Santo Padre

14.00 – Partida de avião do Porto para Roma

ROMA
18.00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino, Roma

Um pensamento

Enquanto em Portugal de pouco servir estudar, aumentar as capacidades e pautar-se por sérios e reais valores, de pouco adiantarão TGV e novas travessias sobre o Tejo.