"China ataca ponto fraco da Europa":
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/375571-china-ataca-ponto-fraco-da-europa.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Mais uma vitória!
O FCP venceu ontem por um golo a Académica e continua imparável no campeonato deste ano. A uma semana do grande clássico com o SLB, o FCP mostra que os títulos, por si só, não fazem campeões, mas são os campeões que fazem os títulos, que trabalham para eles e que, por isso, merecem conquistá-los.
A todos os que, no início da época, acusavam André Villas-Boas de não ter currículo suficiente (leia-se não possuir títulos) e de ser demasiado jovem para assumir um cargo de tanta responsabilidade e de tanto peso histórico como o de treinador do FCP, o seu até agora percurso de vitórias no FCP aí está para provar que ser jovem e possuir um currículo ainda não muito extenso/conhecido não representa de forma alguma um obstáculo nem um défice de capacidades e competências.
André Villas-Boas tem-se revelado bem à altura do enorme desafio e responsabilidade que lhe foram atribuídos, tornando-se assim um bom exemplo de que se aos mais jovens forem dadas as devidas oportunidades eles conseguem agarrá-las com empenho, rigor e profissionalismo. É também isto, para além das vitórias do FCP, que me deixa muito satisfeita com o óptimo desempenho da equipa.
A todos os que, no início da época, acusavam André Villas-Boas de não ter currículo suficiente (leia-se não possuir títulos) e de ser demasiado jovem para assumir um cargo de tanta responsabilidade e de tanto peso histórico como o de treinador do FCP, o seu até agora percurso de vitórias no FCP aí está para provar que ser jovem e possuir um currículo ainda não muito extenso/conhecido não representa de forma alguma um obstáculo nem um défice de capacidades e competências.
André Villas-Boas tem-se revelado bem à altura do enorme desafio e responsabilidade que lhe foram atribuídos, tornando-se assim um bom exemplo de que se aos mais jovens forem dadas as devidas oportunidades eles conseguem agarrá-las com empenho, rigor e profissionalismo. É também isto, para além das vitórias do FCP, que me deixa muito satisfeita com o óptimo desempenho da equipa.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Subscrevo!
"No nosso tempo, o preço que temos de pagar pela fidelidade qao Evangelho já não é ser enforcado, desconjuntado e esquartejado; é antes, e de modo frequente, ser excluído, ridicularizado ou parodiado."
Bento XVI, Hyde Park, 18 de Setembro de 2010
Bento XVI, Hyde Park, 18 de Setembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A polémica dos "graffiti" entre a Câmara Municipal do Porto e o PCP
Nos últimos dias, os graffiti têm sido motivo de bastante controvérsia entre a Câmara do Porto e o PCP. Segundo uma notícia publicada ontem no Público, a Câmara do Porto acusa o PCP de "graffitar" alguns dos espaços públicos da Invicta (uma parede na rotunda da Boavista, uma outra no exterior da Escola Infante D. Henrique e uma terceira na rotunda do Bessa, o que acabou por não se concretizar devido à intervenção da Polícia Municipal), no que a Câmara designa ser um acto de "vandalismo público". Como também se lê na referida notícia, a autarquia denunciou ao Ministério Público o caso dos graffiti do PCP nesses três locais da cidade, "por entender que são potencialmente conformadores de práticas previstas e punidas pelo Código Penal". O PCP contrapõe, dizendo-se vítima de "repressão municipal" e afirmando que a Câmara "tem dois pesos e duas medidas" por permitir, por outro lado, "uma excessiva promoção comercial de marcas, que é um atentado ao espaço público".
Não julgo tratar-se de uma tentativa por parte da Câmara do Porto de coarctar a liberdade de expressão do PCP, mas de reprovar a forma (o suporte) em que essa liberdade de expressão é exercida. Os fins não justificam todos os meios e danificar os espaços públicos do Porto quando existem tantas outras formas legítimas de manifestação ideológica não parece um modo digno de exercício de um direito. Ou será que "graffitar" as zonas da cidade do Porto só será uma prática lesiva do espaço arquitectónico e paisagístico portuense se for efectuada por qualquer outro organismo?
Surpreende que o PCP, que tão insistentemente defende a necessidade de requalificação das zonas urbanas mais degradadas contribua, com esta sua noticiada acção, para agudizar a deterioração dos espaços públicos da Invicta, numa demonstração de deseducação cívica.
Quer se goste ou não dos painés publicitários das marcas que ocupam determinadas áreas da cidade, o certo é que eles são temporários e facilmente removíveis, sem custos para o erário público, resultando além disso em receita para a autarquia durante o período em que se encontram afixados. Já os graffiti em espaços públicos persistem aí por tempos infindáveis e agravam o rol das despesas, obrigando todos os munícipes, via impostos camarários, a pagarem os danos infligidos à cidade.
Por muito que custe a alguns aceitar, "graffitar" independentemente do conteúdo "graffitado" é lesar o património que a todos compete respeitar e preservar.
Não julgo tratar-se de uma tentativa por parte da Câmara do Porto de coarctar a liberdade de expressão do PCP, mas de reprovar a forma (o suporte) em que essa liberdade de expressão é exercida. Os fins não justificam todos os meios e danificar os espaços públicos do Porto quando existem tantas outras formas legítimas de manifestação ideológica não parece um modo digno de exercício de um direito. Ou será que "graffitar" as zonas da cidade do Porto só será uma prática lesiva do espaço arquitectónico e paisagístico portuense se for efectuada por qualquer outro organismo?
Surpreende que o PCP, que tão insistentemente defende a necessidade de requalificação das zonas urbanas mais degradadas contribua, com esta sua noticiada acção, para agudizar a deterioração dos espaços públicos da Invicta, numa demonstração de deseducação cívica.
Quer se goste ou não dos painés publicitários das marcas que ocupam determinadas áreas da cidade, o certo é que eles são temporários e facilmente removíveis, sem custos para o erário público, resultando além disso em receita para a autarquia durante o período em que se encontram afixados. Já os graffiti em espaços públicos persistem aí por tempos infindáveis e agravam o rol das despesas, obrigando todos os munícipes, via impostos camarários, a pagarem os danos infligidos à cidade.
Por muito que custe a alguns aceitar, "graffitar" independentemente do conteúdo "graffitado" é lesar o património que a todos compete respeitar e preservar.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
O Vinho trovisco soma e segue!
Com medalhas que apenas comprovam aquilo que todos os que o conhecemos já sabiamos, os vinhos trovisco somam e seguem!
Depois da medalha nacional de ouro para o tinto 2003 (concurso nacional de vinhos engarrafados 2010) novas e óptimas novidades se aproximam!
Para qualquer informação sobre este maravilhoso néctar dos Deuses contactar as autoras deste blog.
Que bom é ver os produtos portugueses de excelência a começarem a ter o merecido reconhecimento!
Depois da medalha nacional de ouro para o tinto 2003 (concurso nacional de vinhos engarrafados 2010) novas e óptimas novidades se aproximam!
Para qualquer informação sobre este maravilhoso néctar dos Deuses contactar as autoras deste blog.
Que bom é ver os produtos portugueses de excelência a começarem a ter o merecido reconhecimento!
sábado, 3 de julho de 2010
Ajudas ou bloqueios
Na passada quarta-feira, a Comissão Europeia propôs como uma das medidas preventivas da estabilidade da zona euro que os países em risco de atingirem um défice superior a 3% do PIB sejam sancionados com a suspensão e, em casos extremos, com o cancelamento definitivo dos fundos comunitários de apoio à agricultura, à pesca e às regiões desfavorecidas.
Se Portugal, para prejuízo do seu desenvolvimento, tem estado a subaproveitar boa parte desses financiamentos, poderá vir a correr o risco de nem sequer lhe ser concedida a oportunidade de chegar a recorrer aos mesmos.
Com os sectores da agricultura e da pesca já minguantes e com uma economia desvigorada, o cenário não é animador (também) para Portugal. E se tivermos ainda em conta que a competitividade do país se joga cada vez mais também num contexto europeu, o que tem sido uma ajuda europeia poderá transformar-se, a aplicar-se essa medida, num sério bloqueio para nós.
Se Portugal, para prejuízo do seu desenvolvimento, tem estado a subaproveitar boa parte desses financiamentos, poderá vir a correr o risco de nem sequer lhe ser concedida a oportunidade de chegar a recorrer aos mesmos.
Com os sectores da agricultura e da pesca já minguantes e com uma economia desvigorada, o cenário não é animador (também) para Portugal. E se tivermos ainda em conta que a competitividade do país se joga cada vez mais também num contexto europeu, o que tem sido uma ajuda europeia poderá transformar-se, a aplicar-se essa medida, num sério bloqueio para nós.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Adeus Mundial
Desalento, frustração, tristeza foram alguns dos sentimentos vivenciados ontem à noite por todo o País, após o apito final. Infelizmente, ainda não foi desta vez que a Selecção Nacional concretizou o sonho de ser campeã mundial de futebol.
Não vou opiniar sobre o jogo, até porque, confesso, pouco percebo de futebol, mas quero salientar aqui uma observação curiosa feita hoje de manhã por um dos comentadores televisivos: enquanto o guarda-redes português, Eduardo, que foi considerado um dos melhores jogadores em campo, saiu em lágrimas, Pepe saiu, a rir-se, abraçado a um jogador espanhol, colega de equipa no Real Madrid.
Esta parece ser a diferença entre estar ou não estar de corpo e alma na e com a nossa Selecção. É caso para se dizer que são todos jogadores da Selecção Nacional, mas uns parecem sê-lo mais do que os outros.
Não vou opiniar sobre o jogo, até porque, confesso, pouco percebo de futebol, mas quero salientar aqui uma observação curiosa feita hoje de manhã por um dos comentadores televisivos: enquanto o guarda-redes português, Eduardo, que foi considerado um dos melhores jogadores em campo, saiu em lágrimas, Pepe saiu, a rir-se, abraçado a um jogador espanhol, colega de equipa no Real Madrid.
Esta parece ser a diferença entre estar ou não estar de corpo e alma na e com a nossa Selecção. É caso para se dizer que são todos jogadores da Selecção Nacional, mas uns parecem sê-lo mais do que os outros.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Os resultados da lei do aborto
Aquando da discussão da lei da despenalização do aborto em Portugal, os defensores do NÃO, a despeito de toda a onda de indignação "progressista" que contra eles se ergueu, não deixaram de assinalar os vários pontos preocupantes da aplicação desta lei, tendo nomeadamente alertado com insistência para o perigo de o aborto vir a tornar-se um método contraceptivo generalizado.
Tal alerta teve e continua a ter cada vez mais a sua razão de ser, como atestam as diversas notícias publicadas a dar conta do aumento considerável do número de abortos, em particular dos abortos múltiplos realizados pelas mesmas mulheres, muitos dos quais no mesmo ano, e como comprova também a entrevista de ontem ao Público do Presidente do Conselho Nacional de Ética (http://jornal.publico.pt/noticia/27-06-2010/depois-da-lei-ha-mulheres-que--fazem-dois-e-tres-abortos-por-ano-19709379.htm).
Este responsável defende a necessidade de uma revisão dos "aspectos negativos desta lei" e manifesta a sua indignação pelo crescimento constante do número de abortos, que, tal como nos esclarece, "de 12 mil passou para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009". Números, no mínimo, inquietantes. Acrescenta também que "alguns defensores da despenalização do aborto há três anos - médicos, enfermeiros - questionam-se sobre se o aborto deve ser gratuito nos segundos e terceiros casos". É, no mínimo, estranho que as recentes medidas de redução de despesas prevejam, por exemplo, o corte do número de médicos nas urgências e a diminuição de apoios na saúde aos pensionistas e não contemplem qualquer revisão da lei do aborto também na sua componente de custos.
Num país em que a taxa de natalidade atinge valores extremamente diminutos, em que a percentagem de casais inférteis regista uma subida significativa e em que o Serviço Nacional de Saúde soma despesas incomportáveis, o Estado não cessa de pagar, com os impostos dos contribuintes, abortos sucessivos e, como tal, a permitir a banalização de uma prática que promove uma cultura de morte em vez de uma cultura de vida, que fomenta a desresponsabilização de comportamentos em vez da sua responsabilização, que facilita a promiscuidade sexual em vez de incentivar a uma verdadeira cultura de afectos.
Isto para não falar na dimensão ética e no respeito pela vida humana que a questão do aborto obrigatoriamente levanta, porque, para muitos, a vida humana parece não possuir um valor absoluto ou, pelo menos, algumas vidas humanas.
A leviandade com que o aborto foi e continua a ser encarado reflecte-se nos resultados em que a lei da despenalização do aborto redundou e continuará a redundar, se nada for feito para contrariar a presente realidade.
Tal alerta teve e continua a ter cada vez mais a sua razão de ser, como atestam as diversas notícias publicadas a dar conta do aumento considerável do número de abortos, em particular dos abortos múltiplos realizados pelas mesmas mulheres, muitos dos quais no mesmo ano, e como comprova também a entrevista de ontem ao Público do Presidente do Conselho Nacional de Ética (http://jornal.publico.pt/noticia/27-06-2010/depois-da-lei-ha-mulheres-que--fazem-dois-e-tres-abortos-por-ano-19709379.htm).
Este responsável defende a necessidade de uma revisão dos "aspectos negativos desta lei" e manifesta a sua indignação pelo crescimento constante do número de abortos, que, tal como nos esclarece, "de 12 mil passou para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009". Números, no mínimo, inquietantes. Acrescenta também que "alguns defensores da despenalização do aborto há três anos - médicos, enfermeiros - questionam-se sobre se o aborto deve ser gratuito nos segundos e terceiros casos". É, no mínimo, estranho que as recentes medidas de redução de despesas prevejam, por exemplo, o corte do número de médicos nas urgências e a diminuição de apoios na saúde aos pensionistas e não contemplem qualquer revisão da lei do aborto também na sua componente de custos.
Num país em que a taxa de natalidade atinge valores extremamente diminutos, em que a percentagem de casais inférteis regista uma subida significativa e em que o Serviço Nacional de Saúde soma despesas incomportáveis, o Estado não cessa de pagar, com os impostos dos contribuintes, abortos sucessivos e, como tal, a permitir a banalização de uma prática que promove uma cultura de morte em vez de uma cultura de vida, que fomenta a desresponsabilização de comportamentos em vez da sua responsabilização, que facilita a promiscuidade sexual em vez de incentivar a uma verdadeira cultura de afectos.
Isto para não falar na dimensão ética e no respeito pela vida humana que a questão do aborto obrigatoriamente levanta, porque, para muitos, a vida humana parece não possuir um valor absoluto ou, pelo menos, algumas vidas humanas.
A leviandade com que o aborto foi e continua a ser encarado reflecte-se nos resultados em que a lei da despenalização do aborto redundou e continuará a redundar, se nada for feito para contrariar a presente realidade.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Força Portugal!
Depois da esmagadora vitória que a Selecção Nacional teve hoje sobre a Coreia do Norte, os nossos jogadores e todos os portugueses voltam agora as atenções e entusiasmo para a próxima sexta-feira, dia em que Portugal joga contra o Brasil.
Se há quem diga que ficará com o coração dividido durante o derby com o país dito nosso irmão, eu cá não tenho dúvidas: torço unicamente por Portugal. A propósito, alguém vê a Espanha a manifestar o mesmo nível de apoio e de êxtase futebolístico pela vitória de uma Argentina, de uma Colômbia ou de um Uruguai?
Há que continuar no caminho da vitória! Força Portugal!!!
Se há quem diga que ficará com o coração dividido durante o derby com o país dito nosso irmão, eu cá não tenho dúvidas: torço unicamente por Portugal. A propósito, alguém vê a Espanha a manifestar o mesmo nível de apoio e de êxtase futebolístico pela vitória de uma Argentina, de uma Colômbia ou de um Uruguai?
Há que continuar no caminho da vitória! Força Portugal!!!
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Inacreditável
Hoje é possível ler no DN que os postos SOS de IP's e IC's estarão sem funcionar até 2011 por o sistema ser muito caro. A concessionária aconselha o uso de telemóvel e o que é mais interessante - e seria até engraçado não pudesse isto causar sérias e nefastas consequências humanas - por muitas destas estradas atravessarem regiões em que não há rede de telemóvel. É que Portugal não é só grandes centros urbanos...
Mais uma prova que com os (não) valores que hoje imperam em Portugal, a vida está mesmo no fim das prioridades!
Vale a pena ler a notícia!
Mais uma prova que com os (não) valores que hoje imperam em Portugal, a vida está mesmo no fim das prioridades!
Vale a pena ler a notícia!
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Dixit
"[...] Percebi este ano, enquanto assistia à apresentação dos trabalhos de fim de ano de um dos meus filhos, que o aquecimento global já deu o que tinha a dar nesta espécie de agenda das causas urgentes sobre as quais as criancinhas produzem peças, cartazes e desfiles. As focas, os ursos polares e até as aves mortas na sequência do derrame do golfo do México já não comovem ninguém. A guerra e a paz idem. As chuvas ácidas e a poluição que tanta peça de teatro motivaram e que cá em casa geraram um drama porque uma das crianças se recusou a desfilar vestida de lixo tóxico já não suscitam nem uns versinhos.
Qual é agora o assunto urgente? O direito dos homossexuais. Para o ano logo se verá, mas o que se mantém inalterável é a minha dúvida sobre a afectação cada vez maior de tempos lectivos a disciplinas de programas vagos e que acabam transformadas em espaços de doutrina sobre as causas do momento."
(MATOS, Helena, "Adeus aquecimento global" in Público, 17 de Junho de 2010, p. 45)
Qual é agora o assunto urgente? O direito dos homossexuais. Para o ano logo se verá, mas o que se mantém inalterável é a minha dúvida sobre a afectação cada vez maior de tempos lectivos a disciplinas de programas vagos e que acabam transformadas em espaços de doutrina sobre as causas do momento."
(MATOS, Helena, "Adeus aquecimento global" in Público, 17 de Junho de 2010, p. 45)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Carlos Queirós
Se as desculpas, queixas e vaidades se traduzissem em golos, eramos os melhores marcadores do Mundo...
Temos é que jogar! FORÇA PORTUGAL!
Temos é que jogar! FORÇA PORTUGAL!
domingo, 13 de junho de 2010
Uma iniciativa digna de aplauso
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A nossa Selecção
No arranque do Mundial de Futebol na África do Sul, desejo à nossa Selecção a melhor performance possível!
Porém, não escondo, tal como a minha Amiga Ana, as minhas dúvidas em relação à capacidade de os nossos jogadores, como equipa, conseguirem representar convenientemente o País, sobretudo quando ouço um antigo internacional, Jorge Andrade, afirmar que (e passo a citar) "[os jogadores] estão com um sentido de missão, visto que terminar a época agora com um bom campeonato do mundo pode mudar a carreira de algum, em princípio para melhor" (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Jorge-Andrade-visitou-a-Seleccao.rtp&headline=20&visual=9&article=350133&tm=65). O sentido de missão, afinal, não parece ser bem pela Selecção nem pelo País...
Descontando este aspecto, espero que alcancemos uma boa e justa posição neste Mundial!
Porém, não escondo, tal como a minha Amiga Ana, as minhas dúvidas em relação à capacidade de os nossos jogadores, como equipa, conseguirem representar convenientemente o País, sobretudo quando ouço um antigo internacional, Jorge Andrade, afirmar que (e passo a citar) "[os jogadores] estão com um sentido de missão, visto que terminar a época agora com um bom campeonato do mundo pode mudar a carreira de algum, em princípio para melhor" (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Jorge-Andrade-visitou-a-Seleccao.rtp&headline=20&visual=9&article=350133&tm=65). O sentido de missão, afinal, não parece ser bem pela Selecção nem pelo País...
Descontando este aspecto, espero que alcancemos uma boa e justa posição neste Mundial!
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terça-feira, 8 de junho de 2010
A vuvuzela

Para quem gosta de futebol (como eu gosto!) assistir a um jogo da nossa Selecção tornou-se bem mais difícil. Não pelo nervosismo ao ver uma equipa que ainda tem de aprender a sê-lo a representar Portugal, não por Carlos Queirós ter que mostrar que merece ser o "nosso" seleccionador... Mas pela VUVUZELA!
É engraçado ver o público apoiar as suas selecções de modo expressivo, sem dúvida... Mas quem inventou a vuvuzela não poderia ter inventado algo com um som mais harmonioso?
Por isso, junto-me ao movimento STOP VUVUZELA!
sábado, 5 de junho de 2010
Ensino de exigência?
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando se implementam e promovem Novas Oportunidades.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando determinados alunos transitam de um nível de escolaridade para outro, sem terem atingido as mais elementares competências para tal e sem terem cumprido a frequência obrigatória das aulas.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando os exames tendem a aferir questões de raciocínio/interpretação decrescentemente complexas atendendo ao grau de escolaridade a que as mesmas correspondem (http://clix.expresso.pt/prova-do-6-ano-pede-para-ordenar-palavras-por-ordem-alfabetica=f580663).
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando se pretende aplicar uma medida (considerada inconstitucional por alguns especialistas) que possibilita a alunos do 8º ano com mais de 15 anos que estejam na iminência de reprovar, transitarem para o 10º ano, sem precisarem de frequentar o 9º ano, como todos os restantes, bastando-lhes para o efeito realizar os exames nacionais de Português e de Matemática, bem como as provas das demais disciplinas do 9º ano.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, porque não a encontro em todas as situações referidas.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando determinados alunos transitam de um nível de escolaridade para outro, sem terem atingido as mais elementares competências para tal e sem terem cumprido a frequência obrigatória das aulas.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando os exames tendem a aferir questões de raciocínio/interpretação decrescentemente complexas atendendo ao grau de escolaridade a que as mesmas correspondem (http://clix.expresso.pt/prova-do-6-ano-pede-para-ordenar-palavras-por-ordem-alfabetica=f580663).
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando se pretende aplicar uma medida (considerada inconstitucional por alguns especialistas) que possibilita a alunos do 8º ano com mais de 15 anos que estejam na iminência de reprovar, transitarem para o 10º ano, sem precisarem de frequentar o 9º ano, como todos os restantes, bastando-lhes para o efeito realizar os exames nacionais de Português e de Matemática, bem como as provas das demais disciplinas do 9º ano.
Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, porque não a encontro em todas as situações referidas.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Islândia em foco
Ultimamente, a Islândia tem sido tema recorrente das páginas dos jornais. Primeiro, por causa do seu colapso económico. Depois, pelo facto de as nuvens de cinza resultantes da erupção do impronunciável vulcão Eyjafjallajökull terem paralisado o espaço aéreo europeu durante dias. Agora, devido ao peculiar resultado das eleições para a câmara de Reiquejavique. A vitória coube ao intitulado "Melhor Partido", que conquistou 34,7% dos votos, sem contudo ter alcançado a maioria absoluta.
O insólito desta vitória prende-se com o facto de o partido vencedor, que é liderado pelo mais popular comediante do país, de seu nome Jon Gnarr, ter definido como principais promessas eleitorais a distribuição gratuita de toalhas nas piscinas da capital e a doação de um urso polar ao jardim zoológico da cidade.
Tudo isto teria a sua graça se não passasse de um mero sketch humorístico, sem quaisquer consequências práticas. No entanto, a realidade acaba por se afigurar mais séria. Qual a viabilidade e a credibilidade políticas de um candidato, agora já eleito, que pura e simplesmente apresentou um anti-programa? Quais as condições de governabilidade dessa câmara? Que efeitos desencadeia um episódio como este na imagem já fragilizada que os cidadãos têm da política e dos políticos, bem como no próprio exercício da política?
É sem dúvida um caso que, se por um lado nos mostra que a sátira política é considerada legítima em democracia, por outro nos recorda que a política é uma actividade que implica grande responsabilidade, seriedade e zelo.
O insólito desta vitória prende-se com o facto de o partido vencedor, que é liderado pelo mais popular comediante do país, de seu nome Jon Gnarr, ter definido como principais promessas eleitorais a distribuição gratuita de toalhas nas piscinas da capital e a doação de um urso polar ao jardim zoológico da cidade.
Tudo isto teria a sua graça se não passasse de um mero sketch humorístico, sem quaisquer consequências práticas. No entanto, a realidade acaba por se afigurar mais séria. Qual a viabilidade e a credibilidade políticas de um candidato, agora já eleito, que pura e simplesmente apresentou um anti-programa? Quais as condições de governabilidade dessa câmara? Que efeitos desencadeia um episódio como este na imagem já fragilizada que os cidadãos têm da política e dos políticos, bem como no próprio exercício da política?
É sem dúvida um caso que, se por um lado nos mostra que a sátira política é considerada legítima em democracia, por outro nos recorda que a política é uma actividade que implica grande responsabilidade, seriedade e zelo.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Para pensar...
Há pessoas, que pelas suas inúmeras capacidades, conseguem dizer numa frase o que outros não dizem em discursos longos.
Ontem o Professor Adriano Moreira no "Prós e Contras", falando da actualidade e necessidade de intervenção cívica, disse o seguinte: "O poder da palavra contra a palavra do poder".
Vale a pena pensar nisto...
Ontem o Professor Adriano Moreira no "Prós e Contras", falando da actualidade e necessidade de intervenção cívica, disse o seguinte: "O poder da palavra contra a palavra do poder".
Vale a pena pensar nisto...
domingo, 30 de maio de 2010
"Progresso civilizacional"?
Não é por acaso que situações dissemelhantes recebem nomes diferentes. Nesta ordem de ideias, quando dizemos de alguém que vive com outrem, porque não se encontra efectivamente casado(a) com esse outrem, significa que reconhecemos que "viver com" não é equivalente a "estar casado com". Ambas as expressões não são intersubstituíveis, precisamente porque remetem para realidades distintas, incorporando cada uma um valor simbólico também díspar.
Não se compreende o afã da aproximação excessiva, do ponto de vista jurídico, de opções diferentes de relacionamento amoroso (casamento e união de facto). Afã esse que culminou, na passada sexta-feira, na aprovação no Parlamento das alterações ao regime das uniões de facto, que contemplam o reforço das medidas de protecção aos unidos de facto.
Quem opta por viver em união de facto abdica de assumir um conjunto de obrigações e de direitos que o casamento implica. Porquê então a necessidade de se imporem direitos que, afinal, os próprios unidos de facto, pela opção que tomam, prescindem de adquirir? "Progresso civilizacional" é indiferenciar a todo o custo regimes distintos de vivência afectiva, esvaziando os seus pressupostos básicos e as suas especificidades?
É caso para perguntar qual será o próximo "progresso civilizacional" em vista: a poligamia? A poliandria?
Não se compreende o afã da aproximação excessiva, do ponto de vista jurídico, de opções diferentes de relacionamento amoroso (casamento e união de facto). Afã esse que culminou, na passada sexta-feira, na aprovação no Parlamento das alterações ao regime das uniões de facto, que contemplam o reforço das medidas de protecção aos unidos de facto.
Quem opta por viver em união de facto abdica de assumir um conjunto de obrigações e de direitos que o casamento implica. Porquê então a necessidade de se imporem direitos que, afinal, os próprios unidos de facto, pela opção que tomam, prescindem de adquirir? "Progresso civilizacional" é indiferenciar a todo o custo regimes distintos de vivência afectiva, esvaziando os seus pressupostos básicos e as suas especificidades?
É caso para perguntar qual será o próximo "progresso civilizacional" em vista: a poligamia? A poliandria?
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
"Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica"
Vale a pena ouvir na íntegra o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, a propósito da promulgação da lei do casamento dos homossexuais pelo Presidente da República:
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=106005.
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=106005.
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O cúmulo do ridículo
Quando oiço o PS criticar alguma medida de combate ao défice - independentemente de eu pessoalmente concordar ou não com ela - dizendo que não é uma política prioritária face ao actual estado do País acho que já não há vergonha nem decência em Portugal.
Ou não será o cúmulo do ridículo recordar que a grande medida do partido que sustenta o Governo foi o casamento entre homossexuais?
Ou não será o cúmulo do ridículo recordar que a grande medida do partido que sustenta o Governo foi o casamento entre homossexuais?
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Visita Papal

O Papa Bento XVI terminou hoje, no Porto, a sua Viagem Apostólica a Portugal, sob a fé e o júbilo de milhares de pessoas. Foram quatro dias de sentido acolhimento e de comunhão fraterna com o Santo Padre, vividos em renovada fé e esperança.
No seu discurso de despedida no aeroporto Sá Carneiro, o Santo Padre afirmou que "foi uma alegria para mim ser testemunha da fé e devoção da comunidade eclesial portuguesa. Pude verificar a energia entusiasta das crianças e dos jovens, a adesão fiel dos presbíteros, diáconos e religiosos, a dedicação pastoral dos bispos, a procura livre da verdade e da beleza patente no mundo da cultura, a criatividade dos agentes de pastoral social, a vibração da fé dos fiéis nas dioceses que visitei. O meu desejo é que a minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico." (http://www.bentoxviportugal.pt/ficheiros/file/Bentoxvi_despedida_portugues_%20pdf.pdf).
Portugal agradece com profunda afeição ao Santo Padre a sua visita e a sua mensagem de fé, amor e esperança.
Que o Papa possa voltar a Portugal em 2017!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Palavras de Fé, Esperança e Amor
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Praça Terreiro do Paço de Lisboa
Terça-feira, 11 de Maio de 2010
Queridos Irmãos e Irmãs,
Jovens amigos!
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.
Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.
Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana
Praça Terreiro do Paço de Lisboa
Terça-feira, 11 de Maio de 2010
Queridos Irmãos e Irmãs,
Jovens amigos!
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.
Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.
Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Convite
Queridos Amigos,
Amanhã (Sexta-feira) haverá em Bragança a Conferência "A República e o 25 de Abril" que se integra nas comemorações do centenário da 1ª República organizadas pela Assembleia Municipal de Bragança. A moderadora será a minha Mãe, Dra. Tábita Ferreira Mendes e os conferencistas o Coronel Vasco Lourenço e o Arquitecto Luís Manuel Mateus. Será às 21:30h no auditório Paulo Quintela.
Aqui fica o convite para todos quantos puderem e quiserem participar!
Amanhã (Sexta-feira) haverá em Bragança a Conferência "A República e o 25 de Abril" que se integra nas comemorações do centenário da 1ª República organizadas pela Assembleia Municipal de Bragança. A moderadora será a minha Mãe, Dra. Tábita Ferreira Mendes e os conferencistas o Coronel Vasco Lourenço e o Arquitecto Luís Manuel Mateus. Será às 21:30h no auditório Paulo Quintela.
Aqui fica o convite para todos quantos puderem e quiserem participar!
Porque nós temos fé!
Viagem Apostólica de Sua Santidade Bento XVI a Portugal
no 10º aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, Pastorinhos de Fátima (11‑14 de Maio de 2010)
PROGRAMA
11 de Maio, terça-feira
ROMA
08.50 – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa
LISBOA
11.00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre
12.45 – Cerimónia de boas‑vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13.30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18.15 – Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada
12 de Maio, quarta-feira
07.30 – Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10.00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre
12.00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica
15.45 – Despedida da Nunciatura Apostólica
16.40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
FÁTIMA
17.10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17.30 – Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre
18.00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre
21.30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário
13 de Maio, quinta-feira
10.00 – Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre
13.00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17.00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade.
Discurso do Santo Padre
18.45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Discurso do Santo Padre
14 de Maio, sexta-feira
08.00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08.40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
GAIA
09.30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar
PORTO
10.15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados
Homilia do Santo Padre
13.30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto.
Discurso do Santo Padre
14.00 – Partida de avião do Porto para Roma
ROMA
18.00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino, Roma
no 10º aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, Pastorinhos de Fátima (11‑14 de Maio de 2010)
PROGRAMA
11 de Maio, terça-feira
ROMA
08.50 – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa
LISBOA
11.00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre
12.45 – Cerimónia de boas‑vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13.30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18.15 – Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada
12 de Maio, quarta-feira
07.30 – Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10.00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre
12.00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica
15.45 – Despedida da Nunciatura Apostólica
16.40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
FÁTIMA
17.10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17.30 – Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre
18.00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre
21.30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário
13 de Maio, quinta-feira
10.00 – Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre
13.00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17.00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade.
Discurso do Santo Padre
18.45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Discurso do Santo Padre
14 de Maio, sexta-feira
08.00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08.40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
GAIA
09.30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar
PORTO
10.15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados
Homilia do Santo Padre
13.30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto.
Discurso do Santo Padre
14.00 – Partida de avião do Porto para Roma
ROMA
18.00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino, Roma
Um pensamento
Enquanto em Portugal de pouco servir estudar, aumentar as capacidades e pautar-se por sérios e reais valores, de pouco adiantarão TGV e novas travessias sobre o Tejo.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Que Escola esta?
Quando mais de oito dezenas de escolas do País têm tomado a iniciativa de apelar a homossexuais e a lésbicas para que, em espaço escolar, esclareçam (ou não será antes que endoutrinem?) os alunos sobre a temática da homossexualidade e da bissexualidade, o que podemos sentir? Para onde quer caminhar a nossa Escola? Para onde (quer) encaminha(r) os nossos alunos? Qual o papel dos pais? Qual o papel dos alunos? Que liberdade de opção?
Convido todos os nossos seguidores a lerem e a reflectirem sobre a notícia a que me refiro, publicada hoje no DN online: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1553235.
Convido todos os nossos seguidores a lerem e a reflectirem sobre a notícia a que me refiro, publicada hoje no DN online: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1553235.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Preservemos o respeito e a decência
Segundo uma peça emitida pela RTP1 no Telejornal de ontem, o Movimento "Preservativos ao Papa" pretende distribuir milhares de preservativos pelos jovens pelos locais que o Santo Padre vai visitar em Portugal, no início do próximo mês.
Os organizadores da iniciativa afirmam que se trata de uma acção de sensibilização contra a disseminação da SIDA, numa alusão à posição manifestada pelo Papa sobre o tema na sua viagem a África, em Março do ano transacto. Pena é que, tal como diversas outras vozes, remetam para o mais fundo esquecimento os outros tantos problemas graves que assolam o continente africano e o mundo, sobre os quais Bento XVI revelou a sua enorme indignação, deixando o alerta e o incentivo aos governantes para que envidem esforços no sentido da sua erradicação ou, pelo menos, minimização. Mas adiante.
Tentando fazer passar a ideia de que não tencionam provocar o Papa nem os Católicos (repare-se desde logo no nome com que rotularam o movimento e cada um que retire daí as suas conclusões), os organizadores só podem ter confundido a visita Papal com uma qualquer Queima das Fitas ou festival de música.
Ver cerimónias altamente solenes, de plena comunhão de fé e de decoro, como as que serão vivenciadas em Maio na presença do Papa, serem aviltadas com este tipo de iniciativas é o cúmulo da insensateza, do ultraje. Haja respeito e decência!
Os organizadores da iniciativa afirmam que se trata de uma acção de sensibilização contra a disseminação da SIDA, numa alusão à posição manifestada pelo Papa sobre o tema na sua viagem a África, em Março do ano transacto. Pena é que, tal como diversas outras vozes, remetam para o mais fundo esquecimento os outros tantos problemas graves que assolam o continente africano e o mundo, sobre os quais Bento XVI revelou a sua enorme indignação, deixando o alerta e o incentivo aos governantes para que envidem esforços no sentido da sua erradicação ou, pelo menos, minimização. Mas adiante.
Tentando fazer passar a ideia de que não tencionam provocar o Papa nem os Católicos (repare-se desde logo no nome com que rotularam o movimento e cada um que retire daí as suas conclusões), os organizadores só podem ter confundido a visita Papal com uma qualquer Queima das Fitas ou festival de música.
Ver cerimónias altamente solenes, de plena comunhão de fé e de decoro, como as que serão vivenciadas em Maio na presença do Papa, serem aviltadas com este tipo de iniciativas é o cúmulo da insensateza, do ultraje. Haja respeito e decência!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Crónica
Para quem tiver paciência de ler, aqui fica o link da minha última crónica no Diário de Trás-os-Montes sobre Pedofilia e a Igreja.
http://diariodetrasosmontes.com/index.php3
http://diariodetrasosmontes.com/index.php3
quarta-feira, 31 de março de 2010
Incredulidade
Perguntas como "Quem é o actual líder do CDS-PP?" e "Com quem está casada Carla Bruni?", como ouvi formular na televisão há dias, requerem resposta rápida, curta e símplima. Assim o julgam todos os que se encontram minimamente actualizados neste tempo de abundância informativa. Porém, para a jovem inquirida em questão, as respostas revelaram-se insondáveis, de uma dificuldade equiparável a uma daquelas complexas equações matemáticas aparentemente irresolúveis.
"CDS-PP", "Portas", "Bruni" e "Sarkozy" são realidades - pasme-se! - que, pelos vistos, jamais se tinham cruzado na vida desta jovem ignara. Sinais confrangedores da ignorância e da alienação em que alguns cidadãos, nomeadamente alguma juventude, parecem ter mergulhado.
Com frequência se lança a crítica de que a política, nos moldes como hoje tem vindo a ser praticada, conduz a um afastamento dos cidadãos, que, por consequente desinteresse/desilusão, se divorciam de toda a sorte de envolvimento cívico-político, porque o entendem desnecessário, ineficaz, quando não contraproducente. Cabe, contudo, redarguir que a responsabilização por uma cidadania activa, ou não, parte antes de tudo de cada um de nós. Se a opção for mesmo a de se persistir na via da ignorância, de pouco valem novas ou velhas oportunidades.
"CDS-PP", "Portas", "Bruni" e "Sarkozy" são realidades - pasme-se! - que, pelos vistos, jamais se tinham cruzado na vida desta jovem ignara. Sinais confrangedores da ignorância e da alienação em que alguns cidadãos, nomeadamente alguma juventude, parecem ter mergulhado.
Com frequência se lança a crítica de que a política, nos moldes como hoje tem vindo a ser praticada, conduz a um afastamento dos cidadãos, que, por consequente desinteresse/desilusão, se divorciam de toda a sorte de envolvimento cívico-político, porque o entendem desnecessário, ineficaz, quando não contraproducente. Cabe, contudo, redarguir que a responsabilização por uma cidadania activa, ou não, parte antes de tudo de cada um de nós. Se a opção for mesmo a de se persistir na via da ignorância, de pouco valem novas ou velhas oportunidades.
Etiquetas:
(Des)conhecimento,
Alienação,
Política
Sempre o politicamente correcto
Pergunto-me quais seriam as reacções se uma qualquer empresa portuguesa colocasse num anúncio de emprego a condição de apenas se aceitarem jovens portugueses. Parece-me que os adjectivos mais utilizados seriam "xenófobos", "racistas", "inconstitucional".
Pergunto-me ainda - embora a resposta me pareça ainda mais óbvia - porque não há nenhuma reacção quando, dia após dia, existem inúmeros anúncios de emprego que referem "contratam-se jovens angolanos".
Não tenho nada, mas mesmo absolutamente nada, contra os jovens angolanos. Mas parece-me da mais elementar justiça que se não há trabalhos para jovens portugueses que também os não haja para angolanos. Ou será que o que é nosso é deles e o que é deles é deles?
Peço desculpa a mentes mais susceptíveis que se sintam atingidas por este post, mas no estado em que Portugal está não há mais lugar ao politicamente correcto!
Pergunto-me ainda - embora a resposta me pareça ainda mais óbvia - porque não há nenhuma reacção quando, dia após dia, existem inúmeros anúncios de emprego que referem "contratam-se jovens angolanos".
Não tenho nada, mas mesmo absolutamente nada, contra os jovens angolanos. Mas parece-me da mais elementar justiça que se não há trabalhos para jovens portugueses que também os não haja para angolanos. Ou será que o que é nosso é deles e o que é deles é deles?
Peço desculpa a mentes mais susceptíveis que se sintam atingidas por este post, mas no estado em que Portugal está não há mais lugar ao politicamente correcto!
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia
Todalas cousas eu vejo partir
do mund'em como soíam seer,
e vej'as gentes partir de fazer
bem que soíam, tal tempo vos vem!
mais nom se pod'o coraçom partir
do meu amigo de mi querer bem.
Pero que ome part'o coraçom
das cousas que ama, per bõa fe,
e parte-s'ome d'u gran [de] prol tem,
nom se pode parti-lo coraçom
do meu amigo de mi querer bem.
Todalas cousas eu vejo mudar,
mudam-s'os tempos e muda-s'o al,
muda-s'a gente em fazer bem ou mal,
mudam-s'os ventos e tod'outra rem,
mais nom se pod'o coraçom mudar
do meu amigo de mi querer bem.
(Joam Airas de Santiago)
Os meus alegres, venturosos dias
Passaram, como raio, brevemente;
Movem-se os tristes mais pesadamente
Após das fugitivas alegrias.
Ah! falasas pretensões! vãs fantesias!
Que me podeis já dar que me contente?
Já de meu triste peito a chama ardente
O tempo reduziu a cinzas frias.
Nelas revolvo agora erros passados;
Que outro fruito não deu a mocidade,
A quem vergonha e dor minha alma deve.
Revolvo mais de toda a mais idade,
Desejos vãos, vãos choros, vãos cuidados,
Pera que leve tudo o tempo leve.
(Luís de Camões)
Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
(Fernando Pessoa)
"A Palavra"
Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver.
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios sinais com que as marquei
As reconheço, agora.
(Miguel Torga)
I wish I could remember that first day,
First hour, first moment of your meeting me.
If bright or dim the season, it might be
Summer or Winter for aught I can say;
So unrecorded did it slip away,
So blind was I to see and to foresee,
So dull to mark the budding of my tree
That would not blossom yet for many a May.
If only I could recollect it, such
A day of days! I let it come and go
As traceless as a thaw of bygone snow;
It seemed to mean so little, meant so much;
If only now I could recall that touch,
First touch of hand in hand - Did one but know!
(Christina Rossetti)
Why is my verse so barren of new pride,
So far from variation or quick change?
Why with the time do I not glance aside
To new-found methods and to compounds strange?
Why write I still all one, ever the same,
And keep invention in a noted weed,
That every word almost doth tell my name,
Showing their birth, and where they did proceed?
O know, sweet love, I always write of you,
And you and love are still my argument:
So all my best is dressing old words new,
Spending again what is already spent:
For as the sun is daily new and old,
So is my love still telling what is told.
(William Shakespeare)
do mund'em como soíam seer,
e vej'as gentes partir de fazer
bem que soíam, tal tempo vos vem!
mais nom se pod'o coraçom partir
do meu amigo de mi querer bem.
Pero que ome part'o coraçom
das cousas que ama, per bõa fe,
e parte-s'ome d'u gran [de] prol tem,
nom se pode parti-lo coraçom
do meu amigo de mi querer bem.
Todalas cousas eu vejo mudar,
mudam-s'os tempos e muda-s'o al,
muda-s'a gente em fazer bem ou mal,
mudam-s'os ventos e tod'outra rem,
mais nom se pod'o coraçom mudar
do meu amigo de mi querer bem.
(Joam Airas de Santiago)
Os meus alegres, venturosos dias
Passaram, como raio, brevemente;
Movem-se os tristes mais pesadamente
Após das fugitivas alegrias.
Ah! falasas pretensões! vãs fantesias!
Que me podeis já dar que me contente?
Já de meu triste peito a chama ardente
O tempo reduziu a cinzas frias.
Nelas revolvo agora erros passados;
Que outro fruito não deu a mocidade,
A quem vergonha e dor minha alma deve.
Revolvo mais de toda a mais idade,
Desejos vãos, vãos choros, vãos cuidados,
Pera que leve tudo o tempo leve.
(Luís de Camões)
Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
(Fernando Pessoa)
"A Palavra"
Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver.
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios sinais com que as marquei
As reconheço, agora.
(Miguel Torga)
I wish I could remember that first day,
First hour, first moment of your meeting me.
If bright or dim the season, it might be
Summer or Winter for aught I can say;
So unrecorded did it slip away,
So blind was I to see and to foresee,
So dull to mark the budding of my tree
That would not blossom yet for many a May.
If only I could recollect it, such
A day of days! I let it come and go
As traceless as a thaw of bygone snow;
It seemed to mean so little, meant so much;
If only now I could recall that touch,
First touch of hand in hand - Did one but know!
(Christina Rossetti)
Why is my verse so barren of new pride,
So far from variation or quick change?
Why with the time do I not glance aside
To new-found methods and to compounds strange?
Why write I still all one, ever the same,
And keep invention in a noted weed,
That every word almost doth tell my name,
Showing their birth, and where they did proceed?
O know, sweet love, I always write of you,
And you and love are still my argument:
So all my best is dressing old words new,
Spending again what is already spent:
For as the sun is daily new and old,
So is my love still telling what is told.
(William Shakespeare)
sexta-feira, 19 de março de 2010
Benfica embaixador de Portugal
Não podia deixar de escrever um pequeno post sobre o SLB continuar a ser um digno embaixador de Portugal na Liga Europa. Vamos em frente e com confiança!
Uma palavra à minha Querida Amiga Inês pelo post sobre futebol que escreveu que muito me surpreendeu (positivamente, claro...). Fico apenas à espera que no próximo Domingo, como benfiquista assumida e ferrenha que sou, possa continuar a festejar...
Porque este é o ano da águia!
Apenas uma palavra de dura crítica face aos tristes incidentes de ontem que se viveram na imediações do estádio Alvalade XXI.
Uma palavra à minha Querida Amiga Inês pelo post sobre futebol que escreveu que muito me surpreendeu (positivamente, claro...). Fico apenas à espera que no próximo Domingo, como benfiquista assumida e ferrenha que sou, possa continuar a festejar...
Porque este é o ano da águia!
Apenas uma palavra de dura crítica face aos tristes incidentes de ontem que se viveram na imediações do estádio Alvalade XXI.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Uma possível sugestão de leitura
Para os especificamente interessados na matéria e/ou para os que gostam pura e simplesmente de alargar o seu campo de conhecimentos, aqui fica apenas um excerto introdutório de uma obra de 2007 que me promete momentos sapientes de leitura:
"The political communication systems of mature representative democracies are constantly evolving, but there is a sense that in the last twenty years or so, many have undergone a fundamental change - a "paradigmatic shift" as some have called it [...]. In simple terms, the global process of modernization, variously described by social theorists [...], had impacted on each of the components of national political communication systems, unleashing in its wake a series of reactions and counter-reactions. These once stable national systems, which caracterized much of the twentieth century, are increasingly becoming ones that have been described variously as "turbulent, less predictable, less structured" [...]. The relationships between political advocates, media professionals and their audiences have been transformed, as institutions and actors have sought to adapt to the new realities of political communication; such adjustments have in turn had implications for the wellbeing of democracy."
(James Stanyer, Modern Political Communication).
"The political communication systems of mature representative democracies are constantly evolving, but there is a sense that in the last twenty years or so, many have undergone a fundamental change - a "paradigmatic shift" as some have called it [...]. In simple terms, the global process of modernization, variously described by social theorists [...], had impacted on each of the components of national political communication systems, unleashing in its wake a series of reactions and counter-reactions. These once stable national systems, which caracterized much of the twentieth century, are increasingly becoming ones that have been described variously as "turbulent, less predictable, less structured" [...]. The relationships between political advocates, media professionals and their audiences have been transformed, as institutions and actors have sought to adapt to the new realities of political communication; such adjustments have in turn had implications for the wellbeing of democracy."
(James Stanyer, Modern Political Communication).
quinta-feira, 11 de março de 2010
Um Dragão e um Leão em (temporário) declínio
Apesar de estar longe de ser uma aficionada por futebol, não posso deixar de registar, com alguma mágoa, a degradação da performance do FCP nos últimos tempos, uma equipa que, dado o seu reconhecido currículo, dispensa apresentações. Por seu turno, o Sporting, com um prestígio futebolístico de não somenos importância, tem soçobrado em desaires atrás de desaires. É certo que os grandes, por vezes, também fraquejam, mas tanto insucesso em tão pouco tempo custa a digerir.
Será que depois desta tempestade virá a tão reconfortante bonança?
Será que depois desta tempestade virá a tão reconfortante bonança?
terça-feira, 9 de março de 2010
José Eduardo Moniz na Comissão de Ética
Está a decorrer a audição do Dr. José Eduardo Moniz na Comissão de Ética na Assembleia da República.
Vale a pena ouvir.
Vale a pena ouvir.
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segunda-feira, 8 de março de 2010
O Flagelo do «bullying»
Na semana passada, a atenção mediática esteve bastante focada no fenómeno do bullying, em resultado do caso de um adolescente que se lançou ao Tua em desespero de causa: sofria sistematicamente de agressões físicas e psicológicas na escola. Além do desenlace fatídico desta história, o que mais choca nesta e numa série de outras situações similares, que têm de ser conhecidas para poderem ser combatidas, é a enorme passividade e, por conseguinte, a permissividade com que actos tão graves e desestabilizantes têm ocorrido nas nossas escolas, sem que praticamente nada esteja a ser feito para os solucionar.
Segundo a edição do Público de 4 de Março, 13,5% dos jovens admitem ser vítimas de bullying, um indicador aterrador a que não se pode ficar indiferente. Se é certo que muitos dos agredidos acabam por não se queixar por vergonha e/ou por receio de represálias, há contudo sinais que devem de imediato alarmar os pais e toda a comunidade educativa, se estiverem devidamente atentos, tais como a tendência crescente das vítimas para o isolamento, o decréscimo drástico do seu desempenho escolar e o pavor em irem para a escola. Esconder os casos ou não (querer) actuar é uma atitude demissionária inqualificável.
Quando os jovens consomem cada vez mais filmes e séries com conteúdos violentos, grotescos e mesmo boçais; quando passam horas e horas em frente a videojogos cujo objectivo de base é "matar" o maior número possível de "adversários", inclusive idosos; quando não recebem nem compreendem as regras mínimas de educação e de responsabilidade cívica, não admira que a agressividade e a grosseria se tornem o seu padrão de conduta por excelência.
Urge tomar todas as medidas necessárias para que a escola, de espaço de saber e de cultura, não se deixe transformar numa arena de vândalos, dos fora-de-lei.
Segundo a edição do Público de 4 de Março, 13,5% dos jovens admitem ser vítimas de bullying, um indicador aterrador a que não se pode ficar indiferente. Se é certo que muitos dos agredidos acabam por não se queixar por vergonha e/ou por receio de represálias, há contudo sinais que devem de imediato alarmar os pais e toda a comunidade educativa, se estiverem devidamente atentos, tais como a tendência crescente das vítimas para o isolamento, o decréscimo drástico do seu desempenho escolar e o pavor em irem para a escola. Esconder os casos ou não (querer) actuar é uma atitude demissionária inqualificável.
Quando os jovens consomem cada vez mais filmes e séries com conteúdos violentos, grotescos e mesmo boçais; quando passam horas e horas em frente a videojogos cujo objectivo de base é "matar" o maior número possível de "adversários", inclusive idosos; quando não recebem nem compreendem as regras mínimas de educação e de responsabilidade cívica, não admira que a agressividade e a grosseria se tornem o seu padrão de conduta por excelência.
Urge tomar todas as medidas necessárias para que a escola, de espaço de saber e de cultura, não se deixe transformar numa arena de vândalos, dos fora-de-lei.
terça-feira, 2 de março de 2010
Força Madeira!



Numa altura especialmente difícil, é importante relembrar as variadas riquezas da Madeira! E quem vai lá não só não esquece como quer voltar!
Porque nesta altura há muita gente que não pode contribuir com dinheiro, é de salientar a iniciativa dos CTT onde, quem quiser e sem qualquer custo, pode enviar bens para a Madeira (bem como para instituições de solidariedade social de todo o país). Eu já enviei e posso adiantar que interiormente foi muito reconfortante! Força Madeira!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Uma desventura com a CP
Nos últimos meses, tornei-me cliente regular da CP por força das circunstâncias. Apesar de um ou outro ligeiro atraso nas viagens, o serviço prestado não me tem suscitado críticas. Andar de comboio, sempre o considerei, é prático, rápido, seguro e agradável. No entanto, no passado sábado, tive o infortúnio de experienciar a falta de profissionalismo da CP e a desconsideração para com os seus passageiros.
Devido ao mau tempo que fustigou o País desde o final da tarde de sexta-feira, o rio Tejo transbordou de forma impressionante, inundando por completo toda a zona da linha de caminho-de-ferro de Alhandra. Intempéries destas (aliás, previstas já desde o início da semana passada) não são nada com que a CP não esteja habituada a confrontar-se, pelo que todos nós, como passageiros em particular e como cidadãos em geral, nos convencemos de que, perante condições climatéricas tão adversas, a CP saberia actuar de modo resoluto e eficaz. Pois, desenganei-me e lamento desenganar-vos também. O que aconteceu foi que, após alguns momentos de espera em virtude de uma enorme inundação em Alhandra (na verdade, um autêntico mar!) e após termos ainda deslizado nos carris submersos de água durante uns metros, nos foi anunciado que era forçoso regressarmos à estação do Oriente, facto pelo qual a CP apresentava as suas desculpas. Aqui, supunha eu e todos os restantes passageiros, a CP informar-nos-ia da alternativa que propunha oferecer-nos (por exemplo, transporte via camioneta para a estação viável mais próxima), a fim de tentar minimizar tão infeliz contratempo. Julgo que isto seria o mínimo.
Chegados ao Oriente, nada nos foi comunicado (os revisores, nem vê-los...) e a maior parte dos passageiros decidiu abandonar o comboio. Convicta de que em breve receberíamos alguma informação, permaneci na carruagem, juntamente com os restantes "companheiros de viagem". Eis senão quando o comboio arranca em direcção a Santa Apolónia, sem que, friso, nos tenha sido transmitida qualquer mensagem. Absolutamente intolerável! Já em Santa Apolónia e, por iniciativa nossa (passageiros), abordámos o primeiro funcionário da CP que encontrámos e questionámo-lo sobre o que a CP pretendia fazer. A única informação de que dispunha, disse-nos o dito funcionário, era a de que não podiam prever quando a linha ficaria transitável e que, quem quisesse desistir da viagem, teria de se dirigir às bilheteiras para ser reembolsado. E então, não há alternativas?!, todos nos entre-interrogávamos, atónitos.
Como é óbvio, não se pede à CP que taumaturgicamente faça recuar o nível das águas. Exige-se, isso sim, porque já faz parte das suas competências, que preveja e aja em conformidade com a situação em causa. Como é possível a CP não accionar rapidamente um plano de emergência (ou será que não o tem?) que permita contrariar, de forma expedita e satisfatória para os passageiros, tal transtorno? Como é possível ouvir um elemento da Protecção Civil afirmar que as pessoas não deviam ter saído de casa, tendo em conta o alerta que havia sido lançado? Como é possível ver um responsável da CP a vociferar, rubicundo, com os funcionários ante dezenas de clientes?
Tudo isto pareceria anedótico caso não tivesse, de facto, ocorrido. Tudo isto ilustra um amadorismo lastimável por parte da CP ao nível da gestão e da comunicação de crise. É incompreensível e injustificável assistir a tamanha impreparação. Fica-nos a sensação de que uma cultura organizacional de laxismo e de incompetência se tem vindo a enraizar em força e tarda em ser combatida. E esta sensação é, no mínimo, desanimadora. Pergunto-me que imagem terá deixado o nosso País nos turistas que circulavam neste comboio.
Devido ao mau tempo que fustigou o País desde o final da tarde de sexta-feira, o rio Tejo transbordou de forma impressionante, inundando por completo toda a zona da linha de caminho-de-ferro de Alhandra. Intempéries destas (aliás, previstas já desde o início da semana passada) não são nada com que a CP não esteja habituada a confrontar-se, pelo que todos nós, como passageiros em particular e como cidadãos em geral, nos convencemos de que, perante condições climatéricas tão adversas, a CP saberia actuar de modo resoluto e eficaz. Pois, desenganei-me e lamento desenganar-vos também. O que aconteceu foi que, após alguns momentos de espera em virtude de uma enorme inundação em Alhandra (na verdade, um autêntico mar!) e após termos ainda deslizado nos carris submersos de água durante uns metros, nos foi anunciado que era forçoso regressarmos à estação do Oriente, facto pelo qual a CP apresentava as suas desculpas. Aqui, supunha eu e todos os restantes passageiros, a CP informar-nos-ia da alternativa que propunha oferecer-nos (por exemplo, transporte via camioneta para a estação viável mais próxima), a fim de tentar minimizar tão infeliz contratempo. Julgo que isto seria o mínimo.
Chegados ao Oriente, nada nos foi comunicado (os revisores, nem vê-los...) e a maior parte dos passageiros decidiu abandonar o comboio. Convicta de que em breve receberíamos alguma informação, permaneci na carruagem, juntamente com os restantes "companheiros de viagem". Eis senão quando o comboio arranca em direcção a Santa Apolónia, sem que, friso, nos tenha sido transmitida qualquer mensagem. Absolutamente intolerável! Já em Santa Apolónia e, por iniciativa nossa (passageiros), abordámos o primeiro funcionário da CP que encontrámos e questionámo-lo sobre o que a CP pretendia fazer. A única informação de que dispunha, disse-nos o dito funcionário, era a de que não podiam prever quando a linha ficaria transitável e que, quem quisesse desistir da viagem, teria de se dirigir às bilheteiras para ser reembolsado. E então, não há alternativas?!, todos nos entre-interrogávamos, atónitos.
Como é óbvio, não se pede à CP que taumaturgicamente faça recuar o nível das águas. Exige-se, isso sim, porque já faz parte das suas competências, que preveja e aja em conformidade com a situação em causa. Como é possível a CP não accionar rapidamente um plano de emergência (ou será que não o tem?) que permita contrariar, de forma expedita e satisfatória para os passageiros, tal transtorno? Como é possível ouvir um elemento da Protecção Civil afirmar que as pessoas não deviam ter saído de casa, tendo em conta o alerta que havia sido lançado? Como é possível ver um responsável da CP a vociferar, rubicundo, com os funcionários ante dezenas de clientes?
Tudo isto pareceria anedótico caso não tivesse, de facto, ocorrido. Tudo isto ilustra um amadorismo lastimável por parte da CP ao nível da gestão e da comunicação de crise. É incompreensível e injustificável assistir a tamanha impreparação. Fica-nos a sensação de que uma cultura organizacional de laxismo e de incompetência se tem vindo a enraizar em força e tarda em ser combatida. E esta sensação é, no mínimo, desanimadora. Pergunto-me que imagem terá deixado o nosso País nos turistas que circulavam neste comboio.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
We are Family!
Nunca se propalou, com jactância desmesurada, tanto número, tanta percentagem, tanta quantificação como nos últimos anos da nossa governação, independentemente dos equívocos, deliberados ou não, a eles inerentes. Os números tornaram-se inamovíveis dos discursos, dos debates, das comunicações ao País, como uma espécie de "entes queridos" por quem tudo se justifica e/ou se pretende justificável. Mas, tal como na quinta orwelliana uns animais eram mais iguais do que outros, também se constata, nestes tempos conturbados, que há números mais "ditosos" do que outros, ou não fosse clarividente o desprezo (não será mesmo a discriminação?) votado a mais de 90 mil (reescrevo, a mais de 90 mil) peticionários do referendo ao casamento homossexual e, segundo o noticiado, a mais de 5 mil manifestantes (é, aliás, curioso que não se tenha chegado a confirmar a contabilização certa ou, pelo menos, a mais aproximada), que, em defesa da família e do casamento, percorreram a baixa lisboeta no passado sábado, como aqui postámos. Estes números falam por si, mas, mais do que números, convém não esquecer que representam pessoas, milhares e milhares de cidadãos a defenderem valores estruturais e estruturantes da civilização humana, valores que, segundo parece, são ou passaram a ser (ir)risórios para uns tantos, a quem o que mais (co)move são os números tout court. Perdão, uns números.
Em contrapartida, será sempre alentador ver e sentir que, pela família e pelo casamento, uma multidão de portugueses não cessará de entoar um "We are Family!" com tamanha convicção, vivacidade e ternura como o dia 20 de Fevereiro deixou patente.
Em contrapartida, será sempre alentador ver e sentir que, pela família e pelo casamento, uma multidão de portugueses não cessará de entoar um "We are Family!" com tamanha convicção, vivacidade e ternura como o dia 20 de Fevereiro deixou patente.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Ainda a manifestação
No passado Sábado tive o privilégio de caminhar ao lado de milhares de pessoas pela família e pelo casamento. Uma manifestação repleta de alegria e convicção, que correu de forma totalmente ordeira.
No post “Uma notícia chamada manifestação” da minha Querida Amiga Inês Rebelo, foram expressas de modo muito claro as opiniões que também partilho sobre as peças jornalísticas que a manifestação mereceu. Aliás, ouvir pseudo-comentadores (porque agora parece que os comentadores nascem de debaixo de cada pedra – ou talvez de cada interesse…) que não estiveram na manifestação, falar em organização desordeira para mim ultrapassa em muito os limites do aceitável…
Mas falando do que é realmente importante, a manifestação foi um autêntico sucesso! Importa ter em atenção que cada pessoa que se deslocou à baixa lisboeta o fez pagando do seu bolso, pois não houve autocarros ou outros meios de transporte gratuitos. É a convicção que nos move e é motor de uma força que dá corpo à sociedade!
Quando a política está cada vez mais afastada dos cidadãos e os políticos aparecem, nos estudos de opinião, como das categorias em quem a população em geral menos confia, não é de aproveitar cada oportunidade para fomentar a proximidade? Depois do chumbo da realização de referendo que apenas pode ser justificado pelo medo de ouvir a população, não se compadece com um Estado democrático que os milhares de pessoas que se transformaram num colorido e alegre mar de gente que inundou a baixa lisboeta no dia 20 de Fevereiro sejam ignorados!
Porque pela família e pelo casamento, estaremos sempre presentes!
No post “Uma notícia chamada manifestação” da minha Querida Amiga Inês Rebelo, foram expressas de modo muito claro as opiniões que também partilho sobre as peças jornalísticas que a manifestação mereceu. Aliás, ouvir pseudo-comentadores (porque agora parece que os comentadores nascem de debaixo de cada pedra – ou talvez de cada interesse…) que não estiveram na manifestação, falar em organização desordeira para mim ultrapassa em muito os limites do aceitável…
Mas falando do que é realmente importante, a manifestação foi um autêntico sucesso! Importa ter em atenção que cada pessoa que se deslocou à baixa lisboeta o fez pagando do seu bolso, pois não houve autocarros ou outros meios de transporte gratuitos. É a convicção que nos move e é motor de uma força que dá corpo à sociedade!
Quando a política está cada vez mais afastada dos cidadãos e os políticos aparecem, nos estudos de opinião, como das categorias em quem a população em geral menos confia, não é de aproveitar cada oportunidade para fomentar a proximidade? Depois do chumbo da realização de referendo que apenas pode ser justificado pelo medo de ouvir a população, não se compadece com um Estado democrático que os milhares de pessoas que se transformaram num colorido e alegre mar de gente que inundou a baixa lisboeta no dia 20 de Fevereiro sejam ignorados!
Porque pela família e pelo casamento, estaremos sempre presentes!
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Manifestação
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Uma notícia chamada Manifestação
Qualquer falante minimamente competente do português reconhece que contar algo que aconteceu é bem distinto do que contar algo que parece ter acontecido ou que poderia ter acontecido ou, ainda, que gostaríamos que tivesse acontecido. Não compreender, seja por ignorância cognitivo-linguística, seja por pura tendenciosidade e mesmo distorção interpretativas, que estas nuances sintácticas envolvem uma grande diferença semântica é tratar de modo igual aquilo que é e deve ser tratado de modo diferente. Se em relação a "algo que aconteceu" nos situamos no plano da realidade, relativamente a "algo que parece ter acontecido/que poderia ter acontecido/que gostaríamos que tivesse acontecido" encontramo-nos já no reino [(des)encantado] da ficção ou, se preferirmos, da realidade ficcionada.
Ora, reportar a Manifestação que ontem bloqueou, de forma entusiástica, o centro de Lisboa é, em jeito de síntese, informar, relatar, referir, mencionar os factos objectivos e verdadeiramente relevantes da Manifestação, aqueles que devem ter (deviam ter tido) a centralidade noticiosa, visto que eles são, afinal, a verdadeira notícia.
Como as imagens já aqui postadas provam, em ângulos amplos que nos permitem ter a real percepção do acontecimento, vários milhares de portugueses de Norte a Sul do país, entre avós, pais, filhos..., cidadãos livres, encheram o Marquês, toda a Avenida da Liberdade e os Restauradores ontem à tarde, sensivelmente desde as 15h até às 18h, para exigirem um referendo ao casamento homossexual. Homens e mulheres de todas as idades, assim como jovens e crianças exigiram ser ouvidos numa questão tão fracturante como esta, que rompe com o fundamento seminal de toda a civilização humana: a Família. Alguém se conseguiu aperceber, nas nossas televisões, da real imensidão de gente que se manifestou?
Personalidades como o General Garcia Leandro, Dr. José Ribeiro e Castro, Dr. Fernando Ribeiro e Castro, Dr. José Paulo Carvalho, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Drª Maria José Nogueira Pinto e D. Duarte Pio marcaram presença nesta Manifestação e (algumas) discursaram em nome do verdadeiro sentido da Família. Alguém, por algum momento, os (ou)viu nos nossos telejornais, quer nos canais generalistas, quer nos da cabo?
Pode haver quem não goste da realidade dos factos e, por isso, não os queira aceitar, mas não tem o direito de os escamotear, deturpar e recompor a seu bel-prazer. Conhecer e pôr em prática os valores da transparência e da honestidade é sempre um exercício de cidadania a que nenhum democrata digno desse nome se pode escusar.
A Manifestação no Marquês-Avenida da Liberdade-Restauradores de ontem vs. a Manifestação no Marquês-Avenida da Liberdade-Restauradores (tele)noticiada: a todos os que se manifestaram ontem sugiro que descubram as diferenças. Ou... talvez não seja necessário, pois elas foram e são por demais evidentes.
Ora, reportar a Manifestação que ontem bloqueou, de forma entusiástica, o centro de Lisboa é, em jeito de síntese, informar, relatar, referir, mencionar os factos objectivos e verdadeiramente relevantes da Manifestação, aqueles que devem ter (deviam ter tido) a centralidade noticiosa, visto que eles são, afinal, a verdadeira notícia.
Como as imagens já aqui postadas provam, em ângulos amplos que nos permitem ter a real percepção do acontecimento, vários milhares de portugueses de Norte a Sul do país, entre avós, pais, filhos..., cidadãos livres, encheram o Marquês, toda a Avenida da Liberdade e os Restauradores ontem à tarde, sensivelmente desde as 15h até às 18h, para exigirem um referendo ao casamento homossexual. Homens e mulheres de todas as idades, assim como jovens e crianças exigiram ser ouvidos numa questão tão fracturante como esta, que rompe com o fundamento seminal de toda a civilização humana: a Família. Alguém se conseguiu aperceber, nas nossas televisões, da real imensidão de gente que se manifestou?
Personalidades como o General Garcia Leandro, Dr. José Ribeiro e Castro, Dr. Fernando Ribeiro e Castro, Dr. José Paulo Carvalho, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Drª Maria José Nogueira Pinto e D. Duarte Pio marcaram presença nesta Manifestação e (algumas) discursaram em nome do verdadeiro sentido da Família. Alguém, por algum momento, os (ou)viu nos nossos telejornais, quer nos canais generalistas, quer nos da cabo?
Pode haver quem não goste da realidade dos factos e, por isso, não os queira aceitar, mas não tem o direito de os escamotear, deturpar e recompor a seu bel-prazer. Conhecer e pôr em prática os valores da transparência e da honestidade é sempre um exercício de cidadania a que nenhum democrata digno desse nome se pode escusar.
A Manifestação no Marquês-Avenida da Liberdade-Restauradores de ontem vs. a Manifestação no Marquês-Avenida da Liberdade-Restauradores (tele)noticiada: a todos os que se manifestaram ontem sugiro que descubram as diferenças. Ou... talvez não seja necessário, pois elas foram e são por demais evidentes.
Pela família e pelo casamento!
Com um especial agradecimento ao autor, por nos deixar dar a conhecer no nosso humilde blog, este magnífico vídeo do ambiente da manifestação pela família e pelo casamento!
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Milhares "em defesa da família" - Portugal - DN


por RITA CARVALHO
Plataforma Cidadania e Casamento exigiu um referendo à lei e consequências políticas da manifestação.
"O poder não pode alterar a sociedade por decreto." A frase da porta-voz da Plataforma Cidadania e Casamento arranca uma salva de palmas entusiasta aos milhares de pessoas reunidos na Praça dos Restauradores e é intercalada por um coro de jovens que entoam a música We are family. No palco, Isilda Pegado exige o referendo à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo - já aprovada e a aguardar resposta do Presidente -, e reclama "soberania para o povo". Depois disto, diz ao DN, tem de "haver consequências políticas".
Os discursos e a música animada encerram o protesto que encheu ontem a Avenida da Liberdade, em Lisboa, de defensores da família tradicional e de opositores ao casamento homossexual. Uma adesão que superou as expectativas da organização, que arriscou falar em dez mil participantes.
Na rua vêem-se muitas famílias com crianças, bebés e gente de idade, segurando balões e cartazes onde se pode ler "O Estado não é dono da família" ou "Casamento é entre homem e mulher". Mas a esmagadora maioria são jovens. Desfilam ao lado de religiosas e alguns padres vestidos à civil, pois a Igreja não se quis associar à iniciativa. E de nomes como Marcelo Rebelo de Sousa, D. Duarte, a deputada do PSD Maria José Nogueira Pinto, o deputado do CDS Ribeiro e Castro e o ex-deputado José Paulo Carvalho.
A representar os 25 militares de Abril que escreveram uma carta aberta ao Governo e ao Parlamento a criticar a lei, está o general Garcia Leandro. Sobe ao palco para defender, emocionado, os valores tradicionais da família. "Fico sempre comovido ao ver muita gente a acreditar numa causa", desabafa ao DN, criticando José Sócrates que diz ser "pressionado" pelo Bloco de Esquerda. "Este processo está inquinado e foi tratado com muita superficialidade", diz, afirmando conhecer deputados do PS "muito incomodados" com a imposição da disciplina de voto.
A meio da avenida, os bombos e apitos tocados por dezenas de gays situados em frente ao cinema São Jorge sobem de tom. Não chegam para calar as palavras de ordem dos milhares de manifestantes que desfilam, gritando vivas à família e condenando o casamento de pessoas do mesmo sexo.
A polícia, atenta à tensão, aperta a segurança, chegando a chamar reforços, pois no fim do cortejo vem um grupo de extrema-direita.
Um incidente é rapidamente resolvido pelos agentes colados a esta contramanifestação e pelos manifestantes de colete amarelo encarregues do cordão de segurança à manifestação. Daí alguém se indigna com a impassividade da polícia, "que sabe que esta não é autorizada mas não faz nada, nem identifica as pessoas".
"Eu amo quem quiser, seja homem ou mulher", respondem, em coro, os apoiantes dos homossexuais. Rui Duarte, um dos presentes, lamenta o que vê e desabafa: "A nossa iniciativa é um grito colectivo contra gente que se manifesta contra os direitos dos outros. Eles estão a ser radicais." Na berma, um espectador faz um lamento ainda mais profundo: "Isto nem devia ter chegado a este ponto..."
Porque as imagens falam por si!


Claro que há muito a dizer sobre a mega manifestação de ontem e não deixarei de o fazer! Mas para já, aqui deixo duas fotos do fantástico, decidido e animado mar de gente que ontem se fez ouvir na baixa lisboeta!
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O Conceito
Porque, como afirmava Humboldt, uma língua não é uma etiqueta, mas uma visão do mundo, aqui fica uma amostra dos significados de "casamento" consagrados em alguns dos inúmeros e prestigiados dicionários existentes em quatro dos dez idiomas mais falados no mundo:
casamento s.m. contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida.
(Dicionário da Língua Portuguesa, 8ª ed., Porto Editora)
casamento s.m. união matrimonial celebrada perante a lei entre duas pessoas de sexos diferentes que passam a constituir uma família.
(Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea)
casamento s.m. união voluntária de um homem e de uma mulher nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima.
(Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)
casamento s.m. ligação legítima entre homem e mulher.
(Novo Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, Editorial Domingos Barreira)
casamento união legítima entre homem e mulher.
(Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa)
casamiento n.m. contrato hecho con las solemnidades legales entre hombre y muje, para vivir maridablemente.
(Diccionario Manual e Ilustrado de la Lengua Española, Real Academia Española)
mariage n.m. union légitime d'un homme et d'une femme.
(Dictionnaire Alphabétique et Analogique de la Langue Française, 11ªed.)
mariage n.m. acte solennel par lequel un homme et une femme établissent entre eux une union.
(Le Petit Larousse Illustré)
marriage n. the relationship between a husband and wife.
(Collins Cobuild English Language Dictionary)
marriage n. the union of a man and woman by a legal ceremony.
(Longman Dictionary of Contemporary English)
marriage n. the legal relationship between a husband and wife.
(Oxford Advanced Learner's Dictionary)
marriage n. (instance of a) legal union of a man and woman as husband and wife.
(Oxford Advanced Learner's Dictionary of Current English)
casamento s.m. contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida.
(Dicionário da Língua Portuguesa, 8ª ed., Porto Editora)
casamento s.m. união matrimonial celebrada perante a lei entre duas pessoas de sexos diferentes que passam a constituir uma família.
(Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea)
casamento s.m. união voluntária de um homem e de uma mulher nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima.
(Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)
casamento s.m. ligação legítima entre homem e mulher.
(Novo Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, Editorial Domingos Barreira)
casamento união legítima entre homem e mulher.
(Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa)
casamiento n.m. contrato hecho con las solemnidades legales entre hombre y muje, para vivir maridablemente.
(Diccionario Manual e Ilustrado de la Lengua Española, Real Academia Española)
mariage n.m. union légitime d'un homme et d'une femme.
(Dictionnaire Alphabétique et Analogique de la Langue Française, 11ªed.)
mariage n.m. acte solennel par lequel un homme et une femme établissent entre eux une union.
(Le Petit Larousse Illustré)
marriage n. the relationship between a husband and wife.
(Collins Cobuild English Language Dictionary)
marriage n. the union of a man and woman by a legal ceremony.
(Longman Dictionary of Contemporary English)
marriage n. the legal relationship between a husband and wife.
(Oxford Advanced Learner's Dictionary)
marriage n. (instance of a) legal union of a man and woman as husband and wife.
(Oxford Advanced Learner's Dictionary of Current English)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
PIDDAC BRAGANÇA
1,2 milhões de euros. É a esta verba que se reduz o PIDDAC para o distrito de Bragança. Para ser sincera, falar em PIDDAC para o distrito de Bragança é demonstrar uma tolerância e usar um eufemismo que este governo há muito deixou de merecer!
Dos doze concelhos do distrito, 8 ficaram de fora do PIDDAC.
Enquanto Portugal não perceber a importância estratégica do desenvolvimento do interior do nosso país e a importância económica da aposta nas potencialidades do Nordeste Transmontano, o desenvolvimento que todos desejamos não acontecerá.
Enquanto os Portugueses, e os Transmontanos em particular, não se deixarem de acomodar, nunca cumpriremos os desígnios de Portugal.
Dos doze concelhos do distrito, 8 ficaram de fora do PIDDAC.
Enquanto Portugal não perceber a importância estratégica do desenvolvimento do interior do nosso país e a importância económica da aposta nas potencialidades do Nordeste Transmontano, o desenvolvimento que todos desejamos não acontecerá.
Enquanto os Portugueses, e os Transmontanos em particular, não se deixarem de acomodar, nunca cumpriremos os desígnios de Portugal.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Destino(s) 2010
Segundo o jornal i, o The New York Times tem em curso uma votação online para que os internautas escolham os seus destinos de férias favoritos para o corrente ano. Das 30 cidades mais votadas até ao momento, Sintra é a única lusa eleita nessa lista restrita e encontra-se, à data deste post, no 11º lugar. Mas mais curioso ainda é verificar a sub-representação europeia (para além de Sintra, preferência apenas para a capital da Dinamarca e para a Noruega)... mera ignorância ou sinais de desencanto?
A todos que queiram partilhar o seu refúgio dilecto, só têm de navegar até http://www.nytimes.com/interactive/travel/2010-places-to-go.html e dar a conhecer a sua opção. Lisboa é o destino em destaque no dia 20 de Fevereiro, às 15h.
A todos que queiram partilhar o seu refúgio dilecto, só têm de navegar até http://www.nytimes.com/interactive/travel/2010-places-to-go.html e dar a conhecer a sua opção. Lisboa é o destino em destaque no dia 20 de Fevereiro, às 15h.
As consequências no Ensino do que nos querem impor
Hoje, nas escolas, é ensinado que não deve haver discriminação com base na orientação sexual de cada pessoa.
No futuro, se a lei entrar em vigor, será ensinado nas escolas que é tão natural o casamento entre homem e mulher como o "casamento" entre dois homens ou duas mulheres.
Concorda com esta mudança na educação das nossas crianças?
Se a sua resposta é não junte-se a nós na Avenida da Liberdade, no próximo dia 20, às 15 horas.
No futuro, se a lei entrar em vigor, será ensinado nas escolas que é tão natural o casamento entre homem e mulher como o "casamento" entre dois homens ou duas mulheres.
Concorda com esta mudança na educação das nossas crianças?
Se a sua resposta é não junte-se a nós na Avenida da Liberdade, no próximo dia 20, às 15 horas.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Confiança
Para este e para futuros projectos, haja
"Confiança"
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
Miguel Torga
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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