quarta-feira, 30 de junho de 2010

Adeus Mundial

Desalento, frustração, tristeza foram alguns dos sentimentos vivenciados ontem à noite por todo o País, após o apito final. Infelizmente, ainda não foi desta vez que a Selecção Nacional concretizou o sonho de ser campeã mundial de futebol.

Não vou opiniar sobre o jogo, até porque, confesso, pouco percebo de futebol, mas quero salientar aqui uma observação curiosa feita hoje de manhã por um dos comentadores televisivos: enquanto o guarda-redes português, Eduardo, que foi considerado um dos melhores jogadores em campo, saiu em lágrimas, Pepe saiu, a rir-se, abraçado a um jogador espanhol, colega de equipa no Real Madrid.

Esta parece ser a diferença entre estar ou não estar de corpo e alma na e com a nossa Selecção. É caso para se dizer que são todos jogadores da Selecção Nacional, mas uns parecem sê-lo mais do que os outros.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os resultados da lei do aborto

Aquando da discussão da lei da despenalização do aborto em Portugal, os defensores do NÃO, a despeito de toda a onda de indignação "progressista" que contra eles se ergueu, não deixaram de assinalar os vários pontos preocupantes da aplicação desta lei, tendo nomeadamente alertado com insistência para o perigo de o aborto vir a tornar-se um método contraceptivo generalizado.

Tal alerta teve e continua a ter cada vez mais a sua razão de ser, como atestam as diversas notícias publicadas a dar conta do aumento considerável do número de abortos, em particular dos abortos múltiplos realizados pelas mesmas mulheres, muitos dos quais no mesmo ano, e como comprova também a entrevista de ontem ao Público do Presidente do Conselho Nacional de Ética (http://jornal.publico.pt/noticia/27-06-2010/depois-da-lei-ha-mulheres-que--fazem-dois-e-tres-abortos-por-ano-19709379.htm).

Este responsável defende a necessidade de uma revisão dos "aspectos negativos desta lei" e manifesta a sua indignação pelo crescimento constante do número de abortos, que, tal como nos esclarece, "de 12 mil passou para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009". Números, no mínimo, inquietantes. Acrescenta também que "alguns defensores da despenalização do aborto há três anos - médicos, enfermeiros - questionam-se sobre se o aborto deve ser gratuito nos segundos e terceiros casos". É, no mínimo, estranho que as recentes medidas de redução de despesas prevejam, por exemplo, o corte do número de médicos nas urgências e a diminuição de apoios na saúde aos pensionistas e não contemplem qualquer revisão da lei do aborto também na sua componente de custos.

Num país em que a taxa de natalidade atinge valores extremamente diminutos, em que a percentagem de casais inférteis regista uma subida significativa e em que o Serviço Nacional de Saúde soma despesas incomportáveis, o Estado não cessa de pagar, com os impostos dos contribuintes, abortos sucessivos e, como tal, a permitir a banalização de uma prática que promove uma cultura de morte em vez de uma cultura de vida, que fomenta a desresponsabilização de comportamentos em vez da sua responsabilização, que facilita a promiscuidade sexual em vez de incentivar a uma verdadeira cultura de afectos.

Isto para não falar na dimensão ética e no respeito pela vida humana que a questão do aborto obrigatoriamente levanta, porque, para muitos, a vida humana parece não possuir um valor absoluto ou, pelo menos, algumas vidas humanas.

A leviandade com que o aborto foi e continua a ser encarado reflecte-se nos resultados em que a lei da despenalização do aborto redundou e continuará a redundar, se nada for feito para contrariar a presente realidade.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Força Portugal!

Depois da esmagadora vitória que a Selecção Nacional teve hoje sobre a Coreia do Norte, os nossos jogadores e todos os portugueses voltam agora as atenções e entusiasmo para a próxima sexta-feira, dia em que Portugal joga contra o Brasil.

Se há quem diga que ficará com o coração dividido durante o derby com o país dito nosso irmão, eu cá não tenho dúvidas: torço unicamente por Portugal. A propósito, alguém vê a Espanha a manifestar o mesmo nível de apoio e de êxtase futebolístico pela vitória de uma Argentina, de uma Colômbia ou de um Uruguai?

Há que continuar no caminho da vitória! Força Portugal!!!

Inacreditável

Hoje é possível ler no DN que os postos SOS de IP's e IC's estarão sem funcionar até 2011 por o sistema ser muito caro. A concessionária aconselha o uso de telemóvel e o que é mais interessante - e seria até engraçado não pudesse isto causar sérias e nefastas consequências humanas - por muitas destas estradas atravessarem regiões em que não há rede de telemóvel. É que Portugal não é só grandes centros urbanos...

Mais uma prova que com os (não) valores que hoje imperam em Portugal, a vida está mesmo no fim das prioridades!

Vale a pena ler a notícia!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dixit

"[...] Percebi este ano, enquanto assistia à apresentação dos trabalhos de fim de ano de um dos meus filhos, que o aquecimento global já deu o que tinha a dar nesta espécie de agenda das causas urgentes sobre as quais as criancinhas produzem peças, cartazes e desfiles. As focas, os ursos polares e até as aves mortas na sequência do derrame do golfo do México já não comovem ninguém. A guerra e a paz idem. As chuvas ácidas e a poluição que tanta peça de teatro motivaram e que cá em casa geraram um drama porque uma das crianças se recusou a desfilar vestida de lixo tóxico já não suscitam nem uns versinhos.
Qual é agora o assunto urgente? O direito dos homossexuais. Para o ano logo se verá, mas o que se mantém inalterável é a minha dúvida sobre a afectação cada vez maior de tempos lectivos a disciplinas de programas vagos e que acabam transformadas em espaços de doutrina sobre as causas do momento."

(MATOS, Helena, "Adeus aquecimento global" in Público, 17 de Junho de 2010, p. 45)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Carlos Queirós

Se as desculpas, queixas e vaidades se traduzissem em golos, eramos os melhores marcadores do Mundo...

Temos é que jogar! FORÇA PORTUGAL!

domingo, 13 de junho de 2010

Uma iniciativa digna de aplauso




O I Congresso Nacional de Segurança e Defesa terá lugar nos próximos dias 24 e 25 de Julho. Sem qualquer dúvida, uma iniciativa digna de aplauso!

http://www.segurancaedefesa.org/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A nossa Selecção

No arranque do Mundial de Futebol na África do Sul, desejo à nossa Selecção a melhor performance possível!

Porém, não escondo, tal como a minha Amiga Ana, as minhas dúvidas em relação à capacidade de os nossos jogadores, como equipa, conseguirem representar convenientemente o País, sobretudo quando ouço um antigo internacional, Jorge Andrade, afirmar que (e passo a citar) "[os jogadores] estão com um sentido de missão, visto que terminar a época agora com um bom campeonato do mundo pode mudar a carreira de algum, em princípio para melhor" (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Jorge-Andrade-visitou-a-Seleccao.rtp&headline=20&visual=9&article=350133&tm=65). O sentido de missão, afinal, não parece ser bem pela Selecção nem pelo País...

Descontando este aspecto, espero que alcancemos uma boa e justa posição neste Mundial!

terça-feira, 8 de junho de 2010

A vuvuzela


Para quem gosta de futebol (como eu gosto!) assistir a um jogo da nossa Selecção tornou-se bem mais difícil. Não pelo nervosismo ao ver uma equipa que ainda tem de aprender a sê-lo a representar Portugal, não por Carlos Queirós ter que mostrar que merece ser o "nosso" seleccionador... Mas pela VUVUZELA!

É engraçado ver o público apoiar as suas selecções de modo expressivo, sem dúvida... Mas quem inventou a vuvuzela não poderia ter inventado algo com um som mais harmonioso?

Por isso, junto-me ao movimento STOP VUVUZELA!

sábado, 5 de junho de 2010

Ensino de exigência?

Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando se implementam e promovem Novas Oportunidades.

Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando determinados alunos transitam de um nível de escolaridade para outro, sem terem atingido as mais elementares competências para tal e sem terem cumprido a frequência obrigatória das aulas.

Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando os exames tendem a aferir questões de raciocínio/interpretação decrescentemente complexas atendendo ao grau de escolaridade a que as mesmas correspondem (http://clix.expresso.pt/prova-do-6-ano-pede-para-ordenar-palavras-por-ordem-alfabetica=f580663).

Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, quando se pretende aplicar uma medida (considerada inconstitucional por alguns especialistas) que possibilita a alunos do 8º ano com mais de 15 anos que estejam na iminência de reprovar, transitarem para o 10º ano, sem precisarem de frequentar o 9º ano, como todos os restantes, bastando-lhes para o efeito realizar os exames nacionais de Português e de Matemática, bem como as provas das demais disciplinas do 9º ano.

Pergunto onde está a política de exigência, de responsabilização, de trabalho e de esforço no nosso ensino, porque não a encontro em todas as situações referidas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Islândia em foco

Ultimamente, a Islândia tem sido tema recorrente das páginas dos jornais. Primeiro, por causa do seu colapso económico. Depois, pelo facto de as nuvens de cinza resultantes da erupção do impronunciável vulcão Eyjafjallajökull terem paralisado o espaço aéreo europeu durante dias. Agora, devido ao peculiar resultado das eleições para a câmara de Reiquejavique. A vitória coube ao intitulado "Melhor Partido", que conquistou 34,7% dos votos, sem contudo ter alcançado a maioria absoluta.

O insólito desta vitória prende-se com o facto de o partido vencedor, que é liderado pelo mais popular comediante do país, de seu nome Jon Gnarr, ter definido como principais promessas eleitorais a distribuição gratuita de toalhas nas piscinas da capital e a doação de um urso polar ao jardim zoológico da cidade.

Tudo isto teria a sua graça se não passasse de um mero sketch humorístico, sem quaisquer consequências práticas. No entanto, a realidade acaba por se afigurar mais séria. Qual a viabilidade e a credibilidade políticas de um candidato, agora já eleito, que pura e simplesmente apresentou um anti-programa? Quais as condições de governabilidade dessa câmara? Que efeitos desencadeia um episódio como este na imagem já fragilizada que os cidadãos têm da política e dos políticos, bem como no próprio exercício da política?

É sem dúvida um caso que, se por um lado nos mostra que a sátira política é considerada legítima em democracia, por outro nos recorda que a política é uma actividade que implica grande responsabilidade, seriedade e zelo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para pensar...

Há pessoas, que pelas suas inúmeras capacidades, conseguem dizer numa frase o que outros não dizem em discursos longos.

Ontem o Professor Adriano Moreira no "Prós e Contras", falando da actualidade e necessidade de intervenção cívica, disse o seguinte: "O poder da palavra contra a palavra do poder".
Vale a pena pensar nisto...