segunda-feira, 8 de março de 2010

O Flagelo do «bullying»

Na semana passada, a atenção mediática esteve bastante focada no fenómeno do bullying, em resultado do caso de um adolescente que se lançou ao Tua em desespero de causa: sofria sistematicamente de agressões físicas e psicológicas na escola. Além do desenlace fatídico desta história, o que mais choca nesta e numa série de outras situações similares, que têm de ser conhecidas para poderem ser combatidas, é a enorme passividade e, por conseguinte, a permissividade com que actos tão graves e desestabilizantes têm ocorrido nas nossas escolas, sem que praticamente nada esteja a ser feito para os solucionar.

Segundo a edição do Público de 4 de Março, 13,5% dos jovens admitem ser vítimas de bullying, um indicador aterrador a que não se pode ficar indiferente. Se é certo que muitos dos agredidos acabam por não se queixar por vergonha e/ou por receio de represálias, há contudo sinais que devem de imediato alarmar os pais e toda a comunidade educativa, se estiverem devidamente atentos, tais como a tendência crescente das vítimas para o isolamento, o decréscimo drástico do seu desempenho escolar e o pavor em irem para a escola. Esconder os casos ou não (querer) actuar é uma atitude demissionária inqualificável.

Quando os jovens consomem cada vez mais filmes e séries com conteúdos violentos, grotescos e mesmo boçais; quando passam horas e horas em frente a videojogos cujo objectivo de base é "matar" o maior número possível de "adversários", inclusive idosos; quando não recebem nem compreendem as regras mínimas de educação e de responsabilidade cívica, não admira que a agressividade e a grosseria se tornem o seu padrão de conduta por excelência.

Urge tomar todas as medidas necessárias para que a escola, de espaço de saber e de cultura, não se deixe transformar numa arena de vândalos, dos fora-de-lei.

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